Prioridades da oficina em tempos difíceis - Ultracar

Prioridades da oficina em tempos difíceis

Em geral, as nossas empresas sempre foram equilibradas, mas nem sempre estamos devidamente preparados para momentos de crise. Então, qual decisão tomar vendo uma realidade completamente diferente nas oficinas em que o faturamento caiu, as passagens de carros também caíram e as contas continuam chegando? Devemos jogar os boletos para cima e aqueles que conseguirmos pegar vamos pagar? Devemos escolher parar de pagar aluguel ou parar de pagar os fornecedores de peças? O que devemos fazer para superar este momento de tantas incertezas? Continue a leitura e, juntos, vamos refletir sobre cada etapa dessa jornada!

Qual o atual cenário das oficinas?

Sabemos que momentos de crise são realmente desafiadores, mas não podemos fugir da realidade. É necessário dar um passo de cada vez, sabendo com absoluta certeza o rumo desta caminhada. Precisamos sempre nos antecipar nas decisões estratégicas das nossas oficinas, utilizando da gestão para conseguir alcançar os objetivos traçados.

Existem muitas variáveis que precisamos analisar quando pensamos no impacto de uma crise para nossas empresas, mas a principal é a queda no faturamento. Segundo um estudo do Sebrae Nacional realizado durante a pandemia provocada pelo coronavírus, as oficinas mecânicas perderam mais de 60% do movimento de carros (número de passagens) depois que foram implementadas as medidas de isolamento.

Lógico que com a diminuição de passagens, o faturamento das oficinas cai também. Com isso, precisamos analisar o indicador Contas a Pagar da empresa de um jeito diferente, e definir quais ações estratégicas que farão toda a diferença até esta situação passar.

Redefinir as prioridades da oficina é uma das ações imediatas. Para te ajudar, criamos uma sequência de acompanhamento das prioridades para sua oficina.

Prioridade 1: Pague seus funcionários!

  • Conheça e utilize as medidas do governo como, por exemplo, a medida provisória que permite antecipar as férias dos funcionários, mesmo para aqueles que ainda não completaram um ano de empresa;
  • Avalie se há funcionários com férias vencidas e, em caso de dúvida, faça a solicitação junto à contabilidade;
  • Analise também funcionários que não têm uma boa produtividade ou que não “jogam” com a empresa. Não se preocupe, empresas de qualquer segmento sempre têm funcionários com esse perfil;
  • Se for necessário rescindir contrato com um funcionário, solicite a prévia da rescisão para sua contabilidade, assim, você e sua oficina podem estar melhor preparados para esse processo.

Este pode ser um momento oportuno para dar o máximo de férias que pudermos e, principalmente, para reduzir sua equipe. Precisamos trabalhar com menos funcionários e produzir mais, pois os meses seguintes ainda são incertos.

Prioridade 2: Reduza o pró-labore

É claro que o proprietário da oficina precisa ter seu salário, que é chamado de pró-labore. Porém, se você vai reduzir funcionário e economizar em tudo o que puder, também é necessário reduzir o pró-labore. Para isso, faça uma análise e corte os consumos supérfluos de sua vida pessoal (academia, curso de inglês, iFood, etc.). Este é o momento exato para aprendermos a economizar e fazermos “aquele pé de meia”, não é verdade?

Prioridade 3: Pagando os fornecedores

É extremamente importante definir uma sequência para pagamento dos fornecedores, onde você deve pagar os principais parceiros do dia a dia. Sabe aqueles que não deixam sua oficina na mão e estão sempre prontos a atender suas necessidades? Então, foque nessa turma!

  • Defina uma escala de 1 a 5 e coloque cada fornecedor em um patamar. Isso facilitará sua visualização e eventuais correções de posicionamento;
  • Os que você deixar de pagar, não ligue! Vá em cada um deles e converse pessoalmente. Explique que, em decorrência da queda de faturamento, sua empresa está com muitas dificuldades para pagar os títulos, mas que você irá coloca-los em uma prioridade de pagamentos pós-crise. Mostre que você reconhece a dívida, mas que precisa fazer uma renegociação;
  • Com alguns você vai conseguir renegociar e parcelar estas dívidas e com outros não, mas é fundamental lembrar que não existe poder de negociação com fornecedores que sua oficina tem o costume de atrasar pagamentos, mesmo antes da pandemia. O ideal é sempre não atrasar o pagamento dos fornecedores.

Prioridade 4: Não pagar impostos

  • Como é o caso durante a pandemia do coronavírus, alguns pagamentos de impostos, por exemplo a DAS ou o FGTS podem ser postergados através de medidas provisórias. Converse com seu contador, otimize a sua gestão fiscal e verifique quais você poderá deixar de pagar durante o período. Mas, atenção! Nunca esqueça que esses impostos serão cobrados pelo governo daqui alguns meses, por isso é fundamental já ir pensando em como pagá-los;
  • Aproveite esta “folga” de não pagar alguns impostos e manter, com este dinheiro, o pagamento dos fornecedores em dia. Afinal, será difícil pagar impostos e fornecedores atrasados daqui a 5 ou 6 meses, não é mesmo?

Prioridade 5: Renegociando o que puder!

  • Procure renegociar tudo, principalmente os custos fixos (LINK) como aluguel, impostos e energia, mas não deixe que “joguem” para frente. Agora estamos querendo é desconto mesmo! Então, se sua oficina paga R$ 4 mil de aluguel, por que não tentar renegociar para R$ 2 mil durante a crise?

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  • Vá ao banco e, caso tenha, renegocie seus empréstimos. Todos estão fazendo isso com juros menores e prazos maiores, e certamente esta ação vai dar um “fôlego” maior para sua empresa;
  • Se você tem algum imóvel financiado aproveite das medidas provisórias do governo, como a que permite suspender por 3 meses as parcelas da prestação.

Prioridade 6: Conhecendo e analisando os Indicadores

  • Nunca foi tão importante analisar todos os indicadores de uma empresa e preparar-se para o momento pós-crise. Só os números vão te permitir fazer este planejamento com a certeza de que não vai errar;
  • Como proprietário, você pode ter inúmeras dificuldades para conseguir os números de sua oficina. Mas lembre-se que estamos falando na “sobrevivência” da empresa.

Então, a reflexão que devemos fazer é: estudar e enfrentar todas as dificuldades que temos para entender os números da oficina ou não estudar os indicadores e ter a certeza de que minha empresa, que foi construída com tanto suor, vai fechar;

Somente os números e a gestão destes números irão possibilitar que você, como proprietário da oficina, consiga vencer esta batalha!

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