Gestão de pessoas na prática

Atualmente um dos grandes problemas em nossas oficinas, é a falta de mão de obra qualificada. Este não é um problema único do setor automotivo. Isso acontece em todos os segmentos e a cada dia fica mais difícil conseguir substituir um funcionário que já exercia uma função a mais tempo.

Muitas vezes, do nada, percebemos que nosso funcionário quer trocar de empresa por causa de R$ 200,00 ou às vezes até pelo mesmo salário. É importante perguntarmos porque isto acontece. Ou ainda levantarmos a causa dessa situação e não tentarmos minimizar o efeito somente quando estamos de frente para o problema e já, sem alternativa, fazemos algo imediatista.

Em primeiro lugar é fundamental observarmos o que estamos fazendo para criar um clima de equipe dentro de nossa empresa. Quando falamos em criar equipe estamos tentando mostrar aos proprietários que vale a pena investir (principalmente tempo) neste assunto. Por isso vamos abordar 2 tópicos essenciais para diminuir a rotatividade!

Ambiente de trabalho

O ambiente de trabalho se divide em duas partes. Uma é o ambiente físico que envolve a estrutura da empresa e outra parte é o ambiente pessoal, que envolve a parte humana.

Sabemos que hoje em dia a qualidade da limpeza (principalmente da recepção) e do atendimento são pontos fortíssimos na conquista de clientes. Como estão as estruturas internas da oficina? Como está o ambiente de trabalho do almoxarifado? Está limpo, bem cuidado e organizado? Os produtivos (mecânicos, eletricistas, preparadores, pintores, funileiros) tem as ferramentas necessárias para desempenhar um bom trabalho e levar o nome da empresa junto com o serviço executado?

Não estou falando que a oficina deve investir “fortunas” em equipamentos. Estou falando que a oficina deve criar um modelo de gestão que contemple o investimento gradual em equipamentos e ferramentas.

O ambiente pessoal que se caracteriza pelo jeito como o proprietário da oficina conduz a forma de conversar, cobrar e comandar seus funcionários é fundamental na composição das variáveis para o trabalho em equipe.

Muitas vezes o funcionário não deixa uma empresa por causa do salário. Quando trabalhamos internamente bem esses itens, estamos iniciando um processo de formar uma equipe que envolve-se com o trabalho e que pense várias vezes antes de se transferir para outra empresa.

O funcionário quer ser bem tratado, bem mandado, bem orientado, bem direcionado em suas atividades diárias. E só conseguimos isso com reuniões, muitas reuniões. Reuniões curtas que mostrem ao funcionário que vale a pena ele também investir na empresa que ele trabalha.

Gestão de pessoas: motivação!

Motivar os colaboradores consiste em usar estratégias de recompensa e punição. Pode parecer meio duro esta forma de abordar, mas é a verdade. Não é somente o trabalho que motiva as pessoas no trabalho. O ponto de partida é, ao contratarmos colaboradores, mostrarmos que eles estão entrando em uma empresa que vão poder, além de usar suas habilidades e capacidades, crescer profissionalmente e se desenvolver no campo pessoal.

Quando fazemos nossos funcionários se sentirem importantes no que fazem (independente da função que ele exerça) e mostramos que o trabalho dele reflete diretamente no trabalho do companheiro, estamos criando um grupo de pessoas que vão querer agir da melhor forma possível e dar o melhor de si para o crescimento da empresa, pois isso significa que as pessoas estão trabalhando como equipe.

Motivar nada mais é do que reconhecer os funcionários pelo bom desempenho (constantemente) e punir pelos problemas causados à equipe. A forma de trabalho em equipe permite que uma pessoa seja punida (com a perda de comissão, com um dia de trabalho, com uma advertência verbal ou escrita, etc).

Compete a nós proprietários iniciarmos o processo de mudança na forma de relacionamento com os nossos funcionários para conseguirmos extrair deles o máximo possível ateando um incêndio de novas ideias, de novos posicionamentos e, acima de tudo, de comprometimento com a empresa.

Com certeza teremos funcionários com uma mentalidade bem diferente da atual. Pensarão muitas vezes antes de se transferirem para outras empresas, pois não estarão mais levando em consideração somente os salários.

Pense nessa nova forma de gestão. Lembre-se que a mudança de conceitos e a quebra de paradigmas iniciam por nós e pela nossa vontade de querer fazer acontecer de um jeito diferente do que aconteceu até hoje em nossas oficinas.

 

 

 

 

Fábio Moraes

CEO da empresa Ultracar, com 25 anos de experiência em gestão e administração de oficinas. Matemático, Analista de sistema e Administrador de empresas. Auditor do IQA, (Instituto de Qualidade Automotiva), consultor do IAA e consultor de várias oficinas do Brasil. Está viajando o Brasil inteiro neste ano de 2017 ministrando palestra com o tema “Oficina de sucesso é oficina rentável: transformando reparadores em empresários”

2 comentários em “Gestão de pessoas na prática

  • 31 de janeiro de 2018 em 08:15
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    Eu já percebi a importância q devemos dar a nossa equipe, meu primeiro cliente, é o meu colaborador. É ele quem recebe bem ou mal o cliente.

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    • 6 de fevereiro de 2018 em 10:31
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      Bom dia! Excelente observação, Socorro! Uma equipe satisfeita, leva o nome da empresa de maneira positiva para todos os lugares que for. Além disso, é como você disse, nossa equipe é quem irá receber os nossos clientes, então eles devem estar felizes e satisfeitos para que possam sorrir sempre. Grande abraço!

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