cliente quer levar a peça

O cliente quer levar a peça na oficina. Você deve aceitar ou não? Saiba como agir diante dessa situação e conheça quais são as medidas cabíveis que você deve adotar!

Esta é uma situação muito comum. O cliente encosta o carro na oficina, solicita o diagnóstico, o mecânico realiza o procedimento e passa o orçamento sobre o conserto.

Até aqui tudo bem, o trabalho está fluindo. Acontece que após ver a relação de peças para o reparo, o cliente pergunta se pode trazer as dele e pagar apenas pela mão de obra.

Você com certeza já passou por isso, mas a grande questão aqui é: como agir nesse caso? É certo ou errado atender à solicitação do cliente? Descubra agora!

O cliente quer levar a peça na oficina: é certo ou errado aceitar?

Antes de tudo é importante dizer que cada negócio tem a sua própria regra. Ou seja, se o cliente quer levar a peça na oficina para o conserto do seu carro, cabe a cada negócio ter uma política específica em relação a isso.

Ou seja, não há problema algum em aceitar ou recusar o serviço, contanto que o cliente seja comunicado de forma transparente.

O ponto crítico aqui é que a venda da peça também é incluída no serviço e consequentemente na precificação da oficina e tirá-la do orçamento pode causar impacto negativo no faturamento.

Então, independente da sua escolha, tenha um planejamento financeiro muito bem estruturado para que o equilíbrio financeiro da oficina não seja afetado.

O cliente levou as peças para a oficina: quais cuidados legais adotar?

Bom, você já conferiu que aceitar ou não que o cliente leve as peças para a oficina é uma política que depende de cada oficina.

Mas, aprofundando um pouco mais no assunto, confira quais são os cuidados legais que você deve ter ao aceitar o serviço com as peças do cliente.

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Documento de formalização

Se o cliente quer levar a peça na oficina e você aceita realizar o serviço, o ideal é que você elabore um documento e solicite a assinatura do cliente a fim de formalizar que ele estará ciente sobre os seguintes pontos:

  • a durabilidade e procedência da peça é de total responsabilidade do cliente;
  • a oficina irá se responsabilizar apenas pela qualidade do serviço;
  • a oficina informou sobre a peça e como ela deve ser utilizada;
  • a oficina não garante qualquer garantia sobre a peça, apenas pelo serviço.

É válido dizer que, independente de aceitar o serviço ou não, a oficina tem o dever de orientar o cliente sobre o seu desejo. Isto é, em caso de recusa, deixar claro o porquê não será possível realizar o reparo automotivo.

Já em caso de admitir o serviço com a peça do cliente, é importante seguir o procedimento listado acima a fim de ter respaldo jurídico. 

Falando nisso, para facilitar o seu trabalho, baixe gratuitamente o nosso modelo de declaração para peças fornecidas pelo cliente!

FAQ

O cliente pode levar a própria peça para a oficina?

Sim, a oficina pode aceitar que o cliente forneça a própria peça, desde que essa possibilidade esteja de acordo com a política do estabelecimento. As condições devem ser informadas ao cliente de forma clara antes da realização do serviço.

A oficina é obrigada a aceitar peças fornecidas pelo cliente?

Não necessariamente. A oficina pode estabelecer sua própria política para peças fornecidas pelo cliente e definir se aceita ou não realizar o serviço nessas condições.

Quem é responsável pela qualidade da peça levada pelo cliente?

Quando a peça é fornecida pelo cliente, é importante formalizar que a durabilidade e a procedência da peça são de responsabilidade dele. A oficina permanece responsável pela qualidade do serviço realizado.

Como formalizar o uso de uma peça fornecida pelo cliente?

A oficina pode elaborar um documento assinado pelo cliente registrando a procedência da peça, as responsabilidades envolvidas, a orientação técnica fornecida e as condições para realização do serviço.

A oficina pode recusar uma peça levada pelo cliente?

Sim. A oficina pode recusar o serviço quando considerar que a peça fornecida não é adequada para o reparo. Nesse caso, é importante explicar ao cliente o motivo da recusa e registrar a orientação fornecida.